Para
falar da hidrografia no nosso país, temos que generalizar com a inclusão,
praticamente ou totalmente de todos os rios, pois, pelo que chega aos nossos
olhos e ouvidos, são as mesmas queixas, reivindicações e, simplesmente, o
máximo de descasos dos poderes públicos, uma vez que não tem condições de
atacar em massa e, se escolher um ou poucos para dar a assistência necessária e
meritória, estarão criando sérios problemas de “ciúme e queixas”, achando os
alijados que foram discriminados, tendo como consequência a perda de votos nas
regiões que não foram socorridas. Logicamente, pelos seus próprios interesses,
as autoridades se eximem de praticar essas ações isoladas,
muitas vezes até por não conseguirem os recursos muito altos, para tais fins!
Porém
o que mais nos revolta é o completo descaso, em não serem feitas, pelo menos,
obras paliativas, como: limpeza na superfície, eliminação de baronesas,
consertar os represamentos, aplicar raticidas e outros produtos contra insetos,
organizar uma fiscalização rigorosa para que a população (essa que reclama
tanto) não joguem animais mortos, pneus velhos, frutas podres e uma infinidade
de coisas condenáveis e vergonhosas!
Imagino
que já tenham percebido que, embora esteja falando sobre todos os rios, meu
alvo principal é o Rio Cachoeira, que já enfeitou a nossa cidade por muito
tempo e hoje é uma vergonhosa paisagem!
Embora
não sirva de acalento, S. Paulo uma das maiores e ricas cidades do mundo, sofre
barbaramente com o lixo que é o Rio Tietê e ninguém consegue, mesmo com milhões
de reclamações, passeatas e uma série de manifestações, fazer com que algo
benéfico seja feito. Abandonar os rios, se não me engano, faz parte do
“sistema”!
Mesmo
com essas dificuldades, vamos continuar bradando nossas insatisfações na
esperança de que algo venha a ser feito, mesmo sendo os paliativos, pois,
instalar as estações de tratamentos necessárias, será um sonho para os
itabunenses!
Antonio Nunes -Membro
da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com
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