quarta-feira, 15 de julho de 2015

APOLOGIA AO HOMEM ---- Autora: Glória Brandão

Fantástico!
Um show na vida, mas não é o único dono do
Espetáculo,
Calma, o poema só está começando...
Homem, é aquele que nasceu para ser útil,
Ser forte, agradar...
Fazer filho, ser pai, ser amigo,
Ser marido, ser amante...
*****
Tem homem...
Que é verdadeiro diamante, jóia rara, distante,
Que não se encontra em qualquer avenida,
E quando se acha um raro exemplar,
É cobiçado...
Precisa-se ter cuidado, porque as panteras
Estão em todo lugar,
Mas o poema não fala só de homens direitos,
Quase perfeitos...
*****
Homens cafajestes, boêmios...
Desses que tanto faz como tanto fez,
Há mulheres, que enlouquecem e querem
Tudo outra vez,
São esses, que não nasceram para constituir famílias,
São andarilhos do tempo,
Marinheiros de alto mar, com um amor aqui
Outro acolá,
Nem por isso são menos dignos de admiração,
São os forasteiros de corações,
Ficam para recordação.
*****
Quando é inverno...
O tempo desperta carências...
Não é em um cobertor que as mulheres pensam,
Desejam um homem,
Para aquecer seus corpos, trocar idéias,
Ouvir boa música...
Entrar em sintonia, porque são eles que esquentam
De verdade e suprem certas necessidades.
*****
Homem é essencial...
É certo que hoje há as igualdades,
Mas esses versos falam de verdades...
Pagar o supermercado, a farmácia, o gás, o telefone,
Quase sempre é ele, quem arca com o dinheiro,
Nessas horas, o homem é o melhor
Companheiro.
****
E quando surgem os imprevistos...
Ah, que situação! É o homem quem se desespera,
Recorre aos bancos, aos fios, aos martelos, amigos...
Alguém que lhe dê a mão.
Homem também chora, é sensível e tem
Amor no coração.
*****
Deus primeiro criou o homem
E ele teve solidão...
Pensando na multiplicação da espécie aqui na Terra,
Da sua costela, criou Eva
Para alegrar seu coração – mulher!...
*****
Juntos no Jardim do Éden – quanta animação!
Melhor seria ser chamado
Jardim da Sedução.
*****
Hoje os dias são outros...
Busco criações de ambos os sexos e vejo
Que ainda são os homens em maior número
Em certas profissões, como pedreiro, carpinteiro,
Diferença ínfima...
Contenham os risos, os comentários...
E aguardem.
****
Com meu respeito ao Criador,
Houve um erro na distribuição dos neurônios,
Mesmo assim, as mulheres avançam rumo à igualdade,
Contudo, em muitas tarefas o homem ainda é destaque,
Só quero que meu poema não lhes falte
Com a verdade.
*****
Homens...
Nos fazem felizes, às vezes dão muito trabalho,
Machucam um ou outro coração,
É que eles não esquecem o rei Salomão,
Mas ninguém é perfeito,
Que seriam das mulheres, se não houvesse os Homens?
Sem eles, não haveria os filhos
Exceto Jesus,
O Filho da Virgem Maria.
*****
Homem, é fundamental...
Principalmente o íntegro, cordato, cavalheiro...
Os que ainda mandam flores, então,
Não devem ficar em extinção,
Os românticos serão sempre lembrados.
*****
Mas nem tudo é perfeito e os homens
Não fogem a regra,
Assim como tudo na vida, uns chegam e ficam
Outros se vão antes de chegar,
Há os eternos...
Que ao nosso lado sempre vão está.
*****
Se eu pudesse...
Gostaria de criar um dia especial:
Hoje é Dia do Homem!
Bem que eu queria! Vou tentar...
É certo, que dia dos homens
São todos os dias,
Mas tendo uma data especial para eles
Geraria bela euforia, proporcionando a todos
Grande alegria.
*****
Repito:
Dia dos Homens, são todos
Os dias.
******
Autora - Glória Brandão
Esse Poema - Apologia ao Homem se encontra no meu livro A Mão do Tempo - quem o tiver em mãos encontrará.
Nota - Lendo a Página da minha confreira Eglê com um belo trabalho em homenagem aos homens, eu me lembrei dessa minha homenagem também para os homens.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ARTIGO - Apagaram tudo!

José Datrino (1917-1996), conhecido como o Profeta Gentileza, personagem da vida urbana carioca, se popularizou fazendo inscrições debaixo do viaduto, na Avenida Brasil, RJ, onde escrevia mensagens sobre paz, amor e, claro, gentileza.
Após a morte do Profeta, a prefeitura do Rio de Janeiro começou a apagar as mensagens escritas por ele. Alguns artistas se mobilizaram e a cantora Marisa Monte interpretou uma canção (“Gentileza”) que homenageava o Profeta e também denunciava a destruição das mensagens escritas por ele: “Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras e as palavras de gentileza... Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.”
Lembrei-me desse episódio porque em Itabuna, BA, dentro do Centro de Cultura Adonias Filho – CCAF – (que, há mais de um ano, permanece semi-destruído, justamente quando comemoramos o centenário desse nosso grande autor grapiúna) a história se repete, ou melhor: havia dentro do CCAF, um mural, na “Alameda Jorge Amado”, pintado por diversos artistas, que homenageava a cidade, as artes e os artistas em geral, ajudando a preservar a história, a memória e a cultura de várias gerações de talentos grapiúnas que lutaram e lutam para manter viva a nossa Arte.
E então, adivinhe, prezado(a) leitor(a), o que fizeram aqueles que estão maquiando o CCAF, diante do referido mural? Isso mesmo: “apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.” Com a diferença que eles não usaram o cinza, mas, o preto para, suponho, cobrir de trevas as luzes da esperança. Contudo “eles” não vencerão! Pode não haver apoio oficial à cultura, mas, isso não impede, nem impedirá que os verdadeiros artistas e os apreciadores culturais, continuem lutando pela Arte! O portão do CCAF pode estar fechado há mais de um ano, mas, isso não detém, nem deterão a criatividade e o talento de nossos artistas. E os ditos “gestores” que querem ver, presumo, a Arte e a Cultura morrerem à míngua, não perdem por esperar! 
O que aconteceu ao Mural é um absurdo, mas, ainda não é tudo. É preciso que os “responsáveis” pelo CCAF venham à público, também, para explicar o paradeiro da escultura (doada por Ramiro Aquino) que ficava à entrada do Adonias Filho. Bem como os destinos das máscaras que ornamentavam as paredes do Foyer. O Centro Cultural Adonias Filho é um patrimônio da Região Cacaueira e é triste vê-lo na situação em que se encontra, a título de uma “reforma” que se arrasta e parece não ter fim.
De desinteresse em desinteresse o tempo passa e nada é feito. Não há políticas públicas de incentivo cultural que ultrapassem os limites da mediocridade. Fazer óbvio já ajudaria muito. Mesmo assim os “gestores” nada fazem! É preciso uma ação cultural inteligente, impactante, atuante e contínua. A “reforma” do CCAF é de uma lentidão angustiante e quase interrompeu as atividades artísticas de Itabuna e Região. Aliás, essas atividades só não pararam completamente porque a dedicação e o amor dos nossos artistas mantêm a chama da esperança acessa.
            Durante quase dez anos o grande artista Aldo Bastos esteve à frente da Administração do CCAF e foi muito por causa da dedicação dele que o CCAF se manteve e se revigorou. Aldo comprometeu-se com a cultura, com os artistas e com a Arte. Fez acontecer! Muitos são aqueles que reconhecem a administração de Aldo Bastos como muito antenada com a cultura e também com a infra-estrutura do CCAF. Aldo Bastos deixou sua marca frente à administração do Adonias Filho. Mas apesar de toda a sua grande e respeitada trajetória artística e de seu empenho à frente do CCAF, nada disso foi levado em conta pelos tecnocratas da cultura que, sem nenhum sentimento ou envolvimento, simplesmente, apagaram tudo com as tintas do descaso.
Pois é, tudo isso está acontecendo. Mas onde está a nossa sociedade civil organizada? Como se posicionam, por exemplo, Maçonaria, Rotary, Lions, CDL, IPC (Instituto Pensar Cacau), Alita (Academia de Letras de Itabuna) e Agral (Academia Grapiúna de Letras)?
De maneira efetiva tenho visto as ações heróicas de Mateus Saron, diretor teatral, à frente de seu esplêndido “Palco Grapiúna”; Gustavo Felicíssimo escritor e editor, publicando grandes nomes da literatura através da Editora Mondrongo; Raquel Rocha, cineasta e articuladora cultural, em seu programa da TV Itabuna; Ari Rodrigues, diretor da ACATE (Associação Cultural amigos do Teatro), organizador de uma petição pública em favor do Centro de Convenções, do Teatro e do CCAF e Andirlei Nascimento Silva, presidente da OAB, subseção Itabuna, que apóia aquela referida petição.   
Enfim... Talvez, agora, parodiando um trecho da canção de Caetano Veloso (“Língua”), melhor seria cantar: ... e deixe os Portugais morrerem à míngua / “Minha pátria é minha língua” / Fala Itabuna! Fala!

Cláudio Zumaeta - Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

domingo, 12 de julho de 2015

ARTIGO - Os rios brasileiros!

Para falar da hidrografia no nosso país, temos que generalizar com a inclusão, praticamente ou totalmente de todos os rios, pois, pelo que chega aos nossos olhos e ouvidos, são as mesmas queixas, reivindicações e, simplesmente, o máximo de descasos dos poderes públicos, uma vez que não tem condições de atacar em massa e, se escolher um ou poucos para dar a assistência necessária e meritória, estarão criando sérios problemas de “ciúme e queixas”, achando os alijados que foram discriminados, tendo como consequência a perda de votos nas regiões que não foram socorridas. Logicamente, pelos seus próprios interesses, as autoridades se eximem de praticar essas ações isoladas, muitas vezes até por não conseguirem os recursos muito altos, para tais fins!
Porém o que mais nos revolta é o completo descaso, em não serem feitas, pelo menos, obras paliativas, como: limpeza na superfície, eliminação de baronesas, consertar os represamentos, aplicar raticidas e outros produtos contra insetos, organizar uma fiscalização rigorosa para que a população (essa que reclama tanto) não joguem animais mortos, pneus velhos, frutas podres e uma infinidade de coisas condenáveis e vergonhosas!
Imagino que já tenham percebido que, embora esteja falando sobre todos os rios, meu alvo principal é o Rio Cachoeira, que já enfeitou a nossa cidade por muito tempo e hoje é uma vergonhosa paisagem!
Embora não sirva de acalento, S. Paulo uma das maiores e ricas cidades do mundo, sofre barbaramente com o lixo que é o Rio Tietê e ninguém consegue, mesmo com milhões de reclamações, passeatas e uma série de manifestações, fazer com que algo benéfico seja feito. Abandonar os rios, se não me engano, faz parte do “sistema”!
Mesmo com essas dificuldades, vamos continuar bradando nossas insatisfações na esperança de que algo venha a ser feito, mesmo sendo os paliativos, pois, instalar as estações de tratamentos necessárias, será um sonho para os itabunenses!



Antonio Nunes -Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A AGRAL prepara projeto para comemorar o aniversário do seu patrono, Jorge Amado

Explanação de Ari Rodrigues, sobre projeto das comemorações do aniversário de Jorge Amado

Aconteceu no último dia 9 de Julho, a reunião mensal da Academia Grapiúna de Letras. O evento foi realizado na área de eventos do Lions Clube Itabuna Grapiúna.
O presidente Ivan Montenegro conduziu a reunião. Na formação da mesa estavam, além do presidente, o vice presidente Vercil Rodrigues, o secretário interino Ari Rodrigues, a acadêmica Jasminia Midlej e a convidada especial Ivone Montenegro, presidente do Lions Clube Itabuna Grapiúna.
 Na pauta, além de tratar de temas de relevância para a academia, houve também, manifestações espontâneas dos acadêmicos Edmundo Dourado, Vercil Rodrigues, D. Ceslau Stanula , Geraldo Quadros e Washington Cerqueira. Na oportunidade, o presidente falou sobre as comemorações do patrono da academia, o escritor itabunense Jorge Amado. Como faz desde a fundação a AGRAL comemora o dia 10 de Agosto, data de aniversário do seu patrono, com diversas atividades. Desta vez, não poderia ser diferente. O presidente nomeou os acadêmicos Eglê Machado, Agenilda Palmeira e Ari Rodrigues, para elaborarem um projeto da parte  literária das festividades.  A equipe tem dez dias para entregar o projeto para a diretoria apreciar. Mas, pela explanação do acadêmico Ari Rodrigues a respeito da ideia inicial, tanto a mesa, quanto os acadêmicos presentes, foram unânimes em dizer que pela ideia, o resultado será excelente.
Após a fala de encerramento do presidente, deu inicio ao lançamento do livro “ Dicas de Direito Imobiliário” do escritor Vercil Rodrigues, com direito a livros autografados e ainda na sequência, foi servido um delicioso jantar para os acadêmicos e convidados.



Fotos da reunião mensal da AGRAL na noite de 9 de Julho

























Fotos: John Rodrigues, Zélia Possidônio e Eglê Machado


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Artigo de Antonio Nunes- O vidente

Eu morava numa cidade de interior, mais atrasada do que noiva na hora do casamento. Basta dizer que no dia da instalação do primeiro e único orelhão existente, teve até banda de música e discurso do prefeito. E, para a decepção da multidão aglomerada na praça da Matriz, na hora de fazer a ligação inaugural, o desgraçado ficou mudo e desabou uma forte chuva dispersando a boquiaberta e orgulhosa platéia, que há dias vinha se vangloriando de estar entrando na era da comunicação.
Televisão, nem pensar! Nos conformávamos com nossos rádios, que estrondavam descargas quando queríamos ouvir as rádios da capital e apitavam mais do que os guardas da Av. Paulista na hora do rush, quando ousávamos coloca-los em ondas curtas.
Não existia luxo. Todo mundo andava de sandália japonesa (hoje a famosa havaiana) ou então com chinelos. Sapatos e roupas melhores, tirando as autoridades, só usávamos nas festividades da padroeira, N. S. dos Aflitos (até a santa de lá parece que foi escolhida a dedo). Nas noites do novenário as quermesses rolavam soltas e os namoros também.
O bom é que todo mundo era praticamente igual. Tinha que se fazer um nivelamento por baixo, pois a pobreza era grande maioria. Isso facilitava muita coisa pra todo mundo.
A maior vantagem era que tinha, pelo menos, dez mulheres para cada homem. Não que lá só nascia criança do sexo feminino! A razão dessa fartura era porque, como a cidade não tinha e não oferecia condições de trabalho, os rapazes quando completavam dezoito anos, se mandavam para S. Paulo, em busca de um futuro melhor na maior capital da América Latina. Normalmente só ficavam aqueles que a família tinha alguma condição econômica, quer seja na área do pequeno comércio ou micro faixas de terras com plantações de subsistência e algumas vaquinhas leiteiras.
Se alguém me perguntasse qual era a fonte de renda daquele lugar, juro que não teria uma resposta para dar. Pois, nem mulher rendeira existia por lá. Com certeza, só ganhou o status de cidade em função de interesses políticos de um deputado da região, que lá aparecia somente nas épocas de eleições e, com esse beneficio, transformou o lugar em seu curral eleitoral.
Somente hoje, após conhecer outros centros, posso avaliar a miséria que era minha cidade. Se na procissão você lá do fundo gritasse: Oh pobre!  Pode ter certeza que todo mundo virava pra trás.
Carros só existiam três: Um do padre (padre não tem salário, não ganha nada, mas sempre mora bem, tem prestígio e leva uma vida boa), um do juiz e outro da prefeitura. Tirando o da prefeitura, que era uma Kombi, os outros eram dois fusquinhas velhos e comprados de segunda mão!
Quando saí de lá, senti uma alegria retada, pois, tanto rezei, que Deus me deu uma força e eu me mandei pelo mundo, procurando melhorar minha vida. Embora sendo tabaréu, fiquei numa pensão barata matutando o que deveria fazer para meu sustento. Passando pelas ruas, percebi que haviam dezenas de pessoas com aquelas tabelas na frente e nas costas, entregando panfletos com propagandas de Videntes e Adivinhos. Achei engraçado e não imaginei que o povo das cidades grandes ainda acreditavam nesses marreteiros e cartomantes que tiravam onda de “ciganos”, fazendo premonições. Aí veio a ideia de montar também minha tenda milagrosa em um quarto da pensão e começar a faturas, pois, curiosamente, tinha aprendido a trabalhar (?) com Tarôt. Com minhas pequenas economias, comprei uma imitação de bola de cristal, alguns apetrechos, dois castiçais, mandei fazer meus santinhos e, eu mesmo, fui distribuir nas ruas e, ao mesmo tempo, saber a média de preço cobrada pelos meus “colegas”.
Por incrível que pareça, quando voltei da rua bastante cansado, já tinha duas mulheres me aguardando para consulta. Tomei um tremendo susto e não imaginei que o povo fosse tão idiota. Mas...entrei no meu quarto que era vizinho ao que aluguei para escritório de atendimento, me vesti decentemente e voltei rápido para atender minhas consulentes. Conversamos, disse-lhes uma serie de bobagens que normalmente estão acontecendo com todo mundo, ouvi estórias, dei conselhos, etc., enfim, saíram satisfeitas, ficaram de me recomendar e, maravilhosamente, me pagaram 100 reais. Achei o dinheiro mais roubado do mundo e como é fácil enganar esse povo desiludido!
Continuei minha labuta, já contratei um menino filho da dona da pensão para distribuir meus panfletos, e mais que depressa, passei a atender quatro ou cinco criaturas diariamente (homens e mulheres), e assim fazendo meu pé de meia tranquilamente. Passei a fazer economias, e, tranquilamente, com um ano eu já estava de carro, aluguei mais um quarto vizinho, contratei uma secretária e fui ampliando minhas atividades, já estando até sendo Membro da Associação Paulista de Videntes e Quiromancias. O fato é que, com alguns anos, tornei-me um homem relativamente rico, com apartamento próprio, salas adquiridas em prédios comerciais de gabarito e uma casa nos arredores para atendimentos, já que os subúrbios são as fontes abundantes desse meu público alvo. Raramente vem uma madame, pois elas já tem os seus gurus de altos prestígios na sociedade.
Resolvi contar a minha história verídica, para mostrar que, o povo é tão inocente e tem pouca escolaridade, que a literatura brasileira taxada como as mais vendidas, tratam de autoajudas e fantasias!
Já estou atendendo apenas dois dias na semana, mais com pena daqueles querem ouvir tolices, que para ganhar dinheiro. Muitas vezes até deixo de cobrar quando percebo a condição e classe social de algumas pessoas. Tem uma rádio que me paga muito bem para eu fazer horóscopos para eles transmitirem diariamente. Aqui pra nós eu invento tudo, dou boas risadas e envio. Eles ficam ultra satisfeito, seus ouvintes tornam-se meus novos clientes, e hoje tenho a credibilidade reconhecida como:      Professor Jonatas da Silva!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com




terça-feira, 7 de julho de 2015

Artigo - “Bactérias num meio é cultura”

O termo cultura suscita muitas interpretações. Retiro, a priori, do dicionário Aurélio, dois significados: “1. O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade: civilização. 2. O desenvolvimento de um grupo social, uma nação, etc., que é fruto do esforço coletivo pelo aprimoramento desses valores; civilização, progresso”. O que podemos apreender sobre tais significados? Vejamos alguns aspectos.
A cultura está presente em todas as ações da sociedade. Calar-se ou inconformar-se, por exemplo, são condutas culturais. Perceber-se enquanto cidadão/cidadã também é um condicionante cultural e histórico. Entretanto, como nós, grapiúnas e, especialmente, nós itabunenses, temos vivenciado essas percepções culturais e históricas? Temos calado ou temos nos inconformado? A julgar pela ausência da nossa sociedade civil organizada local, diante do descaso com que tem sido tratado o nosso Centro de Cultura Adonias Filho – CCAF –, passando por uma “reforma” que se arrasta de maneira absurda e indolente, justo no ano em que comemoramos o centenário desse genial escritor itajuipense, a resposta mais apropriada seria: temos calado, nos ausentado e nos subordinado bovinamente!
Cultura não são eventos isolados. Reformas não são obras intermináveis. Cultura não pode ser reduzida a entretenimento, bem como não pode ser confinada à “alta cultura”, erudita e hermética. Reformas precisam começar e terminar. Cultura é história e memória. Reformas são compromissos assumidos para dar melhor forma, corrigir, equipar, fortalecer, preservar. Mas, infelizmente, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – Secult – que deveria prestar mais atenção aos seus compromissos, e, evidentemente, à cultura, parece não entender o que seja reforma e muito menos cultura! E, assim sendo, evidencia-se o desinteresse e a moleza para devolver a Itabuna e à Região cacaueira o Centro de Cultura Adonias Filho.
Para se ter uma pequena ideia da gravidade do caso, atente-se, prezado(a) leitor(a), para o seguinte fato: segundo um representante da Secult, de passagem aqui por Itabuna, esse ano a Secretaria de Cultura dispõe apenas de 10% do orçamento total que era destinado à Secult no ano de 2013! Pode?
Evidentemente que, se o estado se ausenta e a sociedade civil organizada se cala, forma-se, deste modo, a combinação perfeita para o descaso. Assim o tempo passa e nada acontece. Em outras palavras: o CCAF continua fechado, submerso numa “maquiagem”, a título de reforma, que nem de longe está à altura da categoria dos nossos artistas e das artes da Região, preso em obras morosas, minguando dia após dia. A cultura, portanto, que deveria estar sendo incentivada, apoiada, exultada, e abrilhantada, fica esquecida, escanteada, apequenada, retraída justamente por aqueles que deveriam lutar por ela: a sociedade civil organizada e a Secretaria de Cultura do estado.
Nas palavras de Bertolt Brecht (1898-1956), dramaturgo, poeta e encenador alemão, cultura “é pensar, é descobrir”. Ao cruzarmos os braços diante do que está acontecendo no CCAF abdicamos dessas possibilidades que nos humanizam e podem nos conduzir ao desenvolvimento intelectual e espiritual, tanto quanto à autoconsciência. Enquanto isso... O centro de Cultura Adonias Filho continua à míngua!
E, talvez, como um dos objetivos dessa “reforma” no CCAF tenha sido apagar a história e a memória das artes grapiúna, eis que os “reformadores” cobriram de preto o Mural da Alameda Jorge Amado (a propósito, a sugestão do “Mural da Fama” foi de Walmir do Carmo). E, deste modo, provavelmente, tenham cumprido aquele termo: apagaram as pinturas daqueles que contribuíram para nossa cultura e/ou foram homenageados por suas contribuições culturais. Registre-se, então, para a História e para a memória alguns dos nomes apagados: Ramon Vane, Zébay, Marcelo Lobo, Diovane Tavares, Walmir do Carmo, Jackson Costa, Alba Cristina, Jean Costa, Jafet Ornelas, Zélia Possidônio, Cocó, Ary PB, Aldo Bastos, Marcos Cristiano, Lelo Filho, Sabará, Fernando Caldas, Raquel Rocha, Gal Macuco, Sônia Amorim, Emerson Mozart...  
O cantor e compositor Arnaldo Antunes fez uma canção (“Cultura”) que termina deste modo: “o potrinho é o bezerro da égua / a batalha é o começo da trégua / papagaio é um dragão miniatura / bactérias num meio é cultura”. Tomara Antunes tenha razão!
Cláudio Zumaeta - Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).




segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Advogado Vercil Rodrigues lança o livro “DICAS DE DIREITO IMOBILIÁRIO”


A inadimplência condominial, cobrança judicial condominial, financiamento mobiliário, direito e deveres do inquilino, a obrigatoriedade de fazer reparos no imóvel e cuidados com a segurança condominial são temas pautados no livro “Dicas de Direito Imobiliário”, de autoria do advogado, jornalista e professor Vercil Rodrigues, lançado pela Editora Direitos.
O livro  “Dicas de Direito Imobiliário” tem o respaldo dos melhores advogados do Estado da Bahia, a exemplo do Dr. Eurípedes Brito Cunha (In Memoriam), Advogado, especialista em Direito Imobiliário, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção-Bahia, ex-conselheiro Federal da OAB e autor do livro Advocacia Trabalhista – Experiências Profissionais, que prefacia a obra lítero-juridica.
“O Direito Imobiliário se destina a disciplinar os diversos aspectos de nossa vida particular no que se refere à posse e às várias formas de aquisição e perda da propriedade; condomínio; aluguel; compra e venda; permuta; doação; cessão de direitos; usucapião; financiamentos da casa própria; direito de construir; direito de vizinhança; registro de imóveis; adjudicação compulsória; enfiteuse; laudêmio e outros tantos institutos e assuntos concernentes ao bem imóvel”, frisou Dr. Vercil Rodrigues, autor também de obras de grande repercussão nacional, a exemplo dos livros “Breves Análises Jurídicas” e “Análises Cotidianas” (Editora Direitos).
 “Um excelente livro para profissionais, estudantes, síndicos e inquilinos que buscam a boa vizinhança e o respeito aos seus direitos e individualidades”, declarou Dr. José Carlos Oliveira, Auditor Fiscal do Trabalho aposentado e advogado militante, que apresenta a obra.
Sobre o livro, declarou Dr. Leandro Alves Coelho, advogado e coordenador do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Faculdade Unime e membro-fundador e ex-presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – Aljusba: “No livro ‘Dicas de Direito Imobiliário’, o ilustre advogado Vercil Rodrigues, não se preocupa em trazer apenas conceitos estereotipados acerca do tema. De fato, há uma verdadeira aproximação da obra com o rigor técnico-jurídico e a prática necessária ao cotidiano do mundo imobiliário, de modo que o presente livro servirá como parâmetro para diversos seguimentos, tanto para operadores do Direito quanto para aqueles que de algum modo vivenciam o mundo imobiliário. É factível que o autor utiliza linguagem clara e inteligível através de temas próprios, de modo que os leitores conseguirão encontrar com facilidade respostas para os questionamentos trabalhados na presente intentada literária. Nesse sentido, o trabalho configura-se como obra de vanguarda, visto que traz uma abordagem pragmática embasada em estudos sólidos e robustos da doutrina e da jurisprudência dominante”.

O Autor – Advogado, historiador e jornalista. Pós-graduado em Direito Público e Privado, fundador dos jornais Direitos e O Compasso e da revista Direitos, idealizador-fundador e vice-presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – Aljusba; membro-fundador da Academia Grapiúna de Letras – Agral, membro da Academia de Letras de Ilhéus – ALI e do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus.