segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A AGRAL presente no lançamento do livro "Entre Contos e Poesias" de José Neto Krushewsky.



A sede administrativa da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania - FICC, foi palco de um grande evento na noite da última quinta-feira (07). A sede da fundação acolheu o lançamento do livro “Entre Contos e Poemas” do escritor ribeirinho José Neto Krushewsky.
A festa contou com a presença de dezenas de pessoas entre familiares, amigos, admiradores e, personalidades ilustres como os jornalistas Ramiro Aquino, Livana Fontes entre outros. A noite foi abrilhantada com o repertório animado do músico grapiúna Paulo Maia.
De acordo com o Diretor de Turismo da FICC, Ari Rodrigues, o espaço da fundação é para a população Itabunense e, especificamente para a difusão da cultura, seja ela, através da literatura, pintura, escultura e nas demais vertentes da arte. “As portas da FICC estão aberta para todos, e ter a oportunidade de lançar um livro que já nasce com sucesso de público e crítica como esse de José Neto é inda melhor. Agradeço em nome da FICC e do presidente Daniel Leão pela confiança em nosso trabalho” destacou Ari.
 Entre Contos e Poemas registra em suas linhas as nuances do sentimento mais nobre do ser humano - O Amor. “Ressalta detalhes do universo, caminhando na existência da realização, pelo feliz do ser em essência de vida, descrita em tantos amores, encontros e desencontros, entrelaçados com o destino” afirma José Neto.

Fonte: ASCOM - Diretoria de Turismo

quarta-feira, 15 de julho de 2015

APOLOGIA AO HOMEM ---- Autora: Glória Brandão

Fantástico!
Um show na vida, mas não é o único dono do
Espetáculo,
Calma, o poema só está começando...
Homem, é aquele que nasceu para ser útil,
Ser forte, agradar...
Fazer filho, ser pai, ser amigo,
Ser marido, ser amante...
*****
Tem homem...
Que é verdadeiro diamante, jóia rara, distante,
Que não se encontra em qualquer avenida,
E quando se acha um raro exemplar,
É cobiçado...
Precisa-se ter cuidado, porque as panteras
Estão em todo lugar,
Mas o poema não fala só de homens direitos,
Quase perfeitos...
*****
Homens cafajestes, boêmios...
Desses que tanto faz como tanto fez,
Há mulheres, que enlouquecem e querem
Tudo outra vez,
São esses, que não nasceram para constituir famílias,
São andarilhos do tempo,
Marinheiros de alto mar, com um amor aqui
Outro acolá,
Nem por isso são menos dignos de admiração,
São os forasteiros de corações,
Ficam para recordação.
*****
Quando é inverno...
O tempo desperta carências...
Não é em um cobertor que as mulheres pensam,
Desejam um homem,
Para aquecer seus corpos, trocar idéias,
Ouvir boa música...
Entrar em sintonia, porque são eles que esquentam
De verdade e suprem certas necessidades.
*****
Homem é essencial...
É certo que hoje há as igualdades,
Mas esses versos falam de verdades...
Pagar o supermercado, a farmácia, o gás, o telefone,
Quase sempre é ele, quem arca com o dinheiro,
Nessas horas, o homem é o melhor
Companheiro.
****
E quando surgem os imprevistos...
Ah, que situação! É o homem quem se desespera,
Recorre aos bancos, aos fios, aos martelos, amigos...
Alguém que lhe dê a mão.
Homem também chora, é sensível e tem
Amor no coração.
*****
Deus primeiro criou o homem
E ele teve solidão...
Pensando na multiplicação da espécie aqui na Terra,
Da sua costela, criou Eva
Para alegrar seu coração – mulher!...
*****
Juntos no Jardim do Éden – quanta animação!
Melhor seria ser chamado
Jardim da Sedução.
*****
Hoje os dias são outros...
Busco criações de ambos os sexos e vejo
Que ainda são os homens em maior número
Em certas profissões, como pedreiro, carpinteiro,
Diferença ínfima...
Contenham os risos, os comentários...
E aguardem.
****
Com meu respeito ao Criador,
Houve um erro na distribuição dos neurônios,
Mesmo assim, as mulheres avançam rumo à igualdade,
Contudo, em muitas tarefas o homem ainda é destaque,
Só quero que meu poema não lhes falte
Com a verdade.
*****
Homens...
Nos fazem felizes, às vezes dão muito trabalho,
Machucam um ou outro coração,
É que eles não esquecem o rei Salomão,
Mas ninguém é perfeito,
Que seriam das mulheres, se não houvesse os Homens?
Sem eles, não haveria os filhos
Exceto Jesus,
O Filho da Virgem Maria.
*****
Homem, é fundamental...
Principalmente o íntegro, cordato, cavalheiro...
Os que ainda mandam flores, então,
Não devem ficar em extinção,
Os românticos serão sempre lembrados.
*****
Mas nem tudo é perfeito e os homens
Não fogem a regra,
Assim como tudo na vida, uns chegam e ficam
Outros se vão antes de chegar,
Há os eternos...
Que ao nosso lado sempre vão está.
*****
Se eu pudesse...
Gostaria de criar um dia especial:
Hoje é Dia do Homem!
Bem que eu queria! Vou tentar...
É certo, que dia dos homens
São todos os dias,
Mas tendo uma data especial para eles
Geraria bela euforia, proporcionando a todos
Grande alegria.
*****
Repito:
Dia dos Homens, são todos
Os dias.
******
Autora - Glória Brandão
Esse Poema - Apologia ao Homem se encontra no meu livro A Mão do Tempo - quem o tiver em mãos encontrará.
Nota - Lendo a Página da minha confreira Eglê com um belo trabalho em homenagem aos homens, eu me lembrei dessa minha homenagem também para os homens.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

ARTIGO - Apagaram tudo!

José Datrino (1917-1996), conhecido como o Profeta Gentileza, personagem da vida urbana carioca, se popularizou fazendo inscrições debaixo do viaduto, na Avenida Brasil, RJ, onde escrevia mensagens sobre paz, amor e, claro, gentileza.
Após a morte do Profeta, a prefeitura do Rio de Janeiro começou a apagar as mensagens escritas por ele. Alguns artistas se mobilizaram e a cantora Marisa Monte interpretou uma canção (“Gentileza”) que homenageava o Profeta e também denunciava a destruição das mensagens escritas por ele: “Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras e as palavras de gentileza... Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.”
Lembrei-me desse episódio porque em Itabuna, BA, dentro do Centro de Cultura Adonias Filho – CCAF – (que, há mais de um ano, permanece semi-destruído, justamente quando comemoramos o centenário desse nosso grande autor grapiúna) a história se repete, ou melhor: havia dentro do CCAF, um mural, na “Alameda Jorge Amado”, pintado por diversos artistas, que homenageava a cidade, as artes e os artistas em geral, ajudando a preservar a história, a memória e a cultura de várias gerações de talentos grapiúnas que lutaram e lutam para manter viva a nossa Arte.
E então, adivinhe, prezado(a) leitor(a), o que fizeram aqueles que estão maquiando o CCAF, diante do referido mural? Isso mesmo: “apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.” Com a diferença que eles não usaram o cinza, mas, o preto para, suponho, cobrir de trevas as luzes da esperança. Contudo “eles” não vencerão! Pode não haver apoio oficial à cultura, mas, isso não impede, nem impedirá que os verdadeiros artistas e os apreciadores culturais, continuem lutando pela Arte! O portão do CCAF pode estar fechado há mais de um ano, mas, isso não detém, nem deterão a criatividade e o talento de nossos artistas. E os ditos “gestores” que querem ver, presumo, a Arte e a Cultura morrerem à míngua, não perdem por esperar! 
O que aconteceu ao Mural é um absurdo, mas, ainda não é tudo. É preciso que os “responsáveis” pelo CCAF venham à público, também, para explicar o paradeiro da escultura (doada por Ramiro Aquino) que ficava à entrada do Adonias Filho. Bem como os destinos das máscaras que ornamentavam as paredes do Foyer. O Centro Cultural Adonias Filho é um patrimônio da Região Cacaueira e é triste vê-lo na situação em que se encontra, a título de uma “reforma” que se arrasta e parece não ter fim.
De desinteresse em desinteresse o tempo passa e nada é feito. Não há políticas públicas de incentivo cultural que ultrapassem os limites da mediocridade. Fazer óbvio já ajudaria muito. Mesmo assim os “gestores” nada fazem! É preciso uma ação cultural inteligente, impactante, atuante e contínua. A “reforma” do CCAF é de uma lentidão angustiante e quase interrompeu as atividades artísticas de Itabuna e Região. Aliás, essas atividades só não pararam completamente porque a dedicação e o amor dos nossos artistas mantêm a chama da esperança acessa.
            Durante quase dez anos o grande artista Aldo Bastos esteve à frente da Administração do CCAF e foi muito por causa da dedicação dele que o CCAF se manteve e se revigorou. Aldo comprometeu-se com a cultura, com os artistas e com a Arte. Fez acontecer! Muitos são aqueles que reconhecem a administração de Aldo Bastos como muito antenada com a cultura e também com a infra-estrutura do CCAF. Aldo Bastos deixou sua marca frente à administração do Adonias Filho. Mas apesar de toda a sua grande e respeitada trajetória artística e de seu empenho à frente do CCAF, nada disso foi levado em conta pelos tecnocratas da cultura que, sem nenhum sentimento ou envolvimento, simplesmente, apagaram tudo com as tintas do descaso.
Pois é, tudo isso está acontecendo. Mas onde está a nossa sociedade civil organizada? Como se posicionam, por exemplo, Maçonaria, Rotary, Lions, CDL, IPC (Instituto Pensar Cacau), Alita (Academia de Letras de Itabuna) e Agral (Academia Grapiúna de Letras)?
De maneira efetiva tenho visto as ações heróicas de Mateus Saron, diretor teatral, à frente de seu esplêndido “Palco Grapiúna”; Gustavo Felicíssimo escritor e editor, publicando grandes nomes da literatura através da Editora Mondrongo; Raquel Rocha, cineasta e articuladora cultural, em seu programa da TV Itabuna; Ari Rodrigues, diretor da ACATE (Associação Cultural amigos do Teatro), organizador de uma petição pública em favor do Centro de Convenções, do Teatro e do CCAF e Andirlei Nascimento Silva, presidente da OAB, subseção Itabuna, que apóia aquela referida petição.   
Enfim... Talvez, agora, parodiando um trecho da canção de Caetano Veloso (“Língua”), melhor seria cantar: ... e deixe os Portugais morrerem à míngua / “Minha pátria é minha língua” / Fala Itabuna! Fala!

Cláudio Zumaeta - Historiador graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC, Ilhéus – BA)  Administrador de Empresas graduado pela Universidade Católica de Salvador (UCSAL, Salvador – BA). Especialista em História do Brasil (UESC, Ilhéus – BA). Membro da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL).

domingo, 12 de julho de 2015

ARTIGO - Os rios brasileiros!

Para falar da hidrografia no nosso país, temos que generalizar com a inclusão, praticamente ou totalmente de todos os rios, pois, pelo que chega aos nossos olhos e ouvidos, são as mesmas queixas, reivindicações e, simplesmente, o máximo de descasos dos poderes públicos, uma vez que não tem condições de atacar em massa e, se escolher um ou poucos para dar a assistência necessária e meritória, estarão criando sérios problemas de “ciúme e queixas”, achando os alijados que foram discriminados, tendo como consequência a perda de votos nas regiões que não foram socorridas. Logicamente, pelos seus próprios interesses, as autoridades se eximem de praticar essas ações isoladas, muitas vezes até por não conseguirem os recursos muito altos, para tais fins!
Porém o que mais nos revolta é o completo descaso, em não serem feitas, pelo menos, obras paliativas, como: limpeza na superfície, eliminação de baronesas, consertar os represamentos, aplicar raticidas e outros produtos contra insetos, organizar uma fiscalização rigorosa para que a população (essa que reclama tanto) não joguem animais mortos, pneus velhos, frutas podres e uma infinidade de coisas condenáveis e vergonhosas!
Imagino que já tenham percebido que, embora esteja falando sobre todos os rios, meu alvo principal é o Rio Cachoeira, que já enfeitou a nossa cidade por muito tempo e hoje é uma vergonhosa paisagem!
Embora não sirva de acalento, S. Paulo uma das maiores e ricas cidades do mundo, sofre barbaramente com o lixo que é o Rio Tietê e ninguém consegue, mesmo com milhões de reclamações, passeatas e uma série de manifestações, fazer com que algo benéfico seja feito. Abandonar os rios, se não me engano, faz parte do “sistema”!
Mesmo com essas dificuldades, vamos continuar bradando nossas insatisfações na esperança de que algo venha a ser feito, mesmo sendo os paliativos, pois, instalar as estações de tratamentos necessárias, será um sonho para os itabunenses!



Antonio Nunes -Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A AGRAL prepara projeto para comemorar o aniversário do seu patrono, Jorge Amado

Explanação de Ari Rodrigues, sobre projeto das comemorações do aniversário de Jorge Amado

Aconteceu no último dia 9 de Julho, a reunião mensal da Academia Grapiúna de Letras. O evento foi realizado na área de eventos do Lions Clube Itabuna Grapiúna.
O presidente Ivan Montenegro conduziu a reunião. Na formação da mesa estavam, além do presidente, o vice presidente Vercil Rodrigues, o secretário interino Ari Rodrigues, a acadêmica Jasminia Midlej e a convidada especial Ivone Montenegro, presidente do Lions Clube Itabuna Grapiúna.
 Na pauta, além de tratar de temas de relevância para a academia, houve também, manifestações espontâneas dos acadêmicos Edmundo Dourado, Vercil Rodrigues, D. Ceslau Stanula , Geraldo Quadros e Washington Cerqueira. Na oportunidade, o presidente falou sobre as comemorações do patrono da academia, o escritor itabunense Jorge Amado. Como faz desde a fundação a AGRAL comemora o dia 10 de Agosto, data de aniversário do seu patrono, com diversas atividades. Desta vez, não poderia ser diferente. O presidente nomeou os acadêmicos Eglê Machado, Agenilda Palmeira e Ari Rodrigues, para elaborarem um projeto da parte  literária das festividades.  A equipe tem dez dias para entregar o projeto para a diretoria apreciar. Mas, pela explanação do acadêmico Ari Rodrigues a respeito da ideia inicial, tanto a mesa, quanto os acadêmicos presentes, foram unânimes em dizer que pela ideia, o resultado será excelente.
Após a fala de encerramento do presidente, deu inicio ao lançamento do livro “ Dicas de Direito Imobiliário” do escritor Vercil Rodrigues, com direito a livros autografados e ainda na sequência, foi servido um delicioso jantar para os acadêmicos e convidados.



Fotos da reunião mensal da AGRAL na noite de 9 de Julho

























Fotos: John Rodrigues, Zélia Possidônio e Eglê Machado